terça-feira, dezembro 15, 2009

Mãe bomba de combustível


Nossa mas a concorrência com o marido para usar o computador está difícil!
Bom, quero relatar uma experiência que tive a semana passada quando o nenê dormiu mais cedo (raridade!!!). O marido chegou com um chantilly pra agradar a mãe que adoooora café com chantilly. Pensei "é hoje que eu me acabo". Mais que depressa fiz o meu super café chique, peguei os meus dvd"s favoritos de música ( inclusive o do Victor e Leo que estariam fazendo show aqui na cidade no mesmo dia...hummpf) e me deleitei!!! Depois ainda assisti o Tropa de Elite pela enésima vez que estava passando na tv.
Resumindo: me senti na cafeteria, no show e no cinema sem sair de casa! Esse é o jogo do contente meninas! Mas como foi bom!!!
Estou postando isso porque todas nós sabemos que é uma delícia ser mãe em tempo integral, mas quem é que não sente falta de um tempinho só seu pra fazer o que gosta por mais simples que seja? Isso é saudável, para que possamos ter energia e bom ânimo para recomeçar com os nossos adoráveis.
Esse texto retirado do livro Mãe e filho- segredos de uma relação (Adriana Tettamanti, Editora Academia) pra mim diz muita coisa. E pra vcs?

MÃE BOMBA DE COMBUSTÍVEL

A maternidade pode nos levar com facilidade a um cansaço que chamamos cansaço da mãe bomba de combustível, aquela que se entrega a sua abnegada missão 24 horas por dia, incondicionalmente e sem pausas. Se uma bomba de combustível precisa, como é natural, reabastecer-se, não corremos o risco de ficar vazias e esgotadas? Que recurso poderemos encontrar para tornar a carregar uma energia que parecemos destinadas a dar sem medida nem retorno?
Não, uma mãe não foge aos princípios da física. Não somos inesgotáveis, e existe, de fato, um recurso para voltar a carregar nossa fonte de energia. O grande recurso será construir um espaço próprio onde nos renovarmos para voltarmos à roda mais côncavas e , portanto, com maior capacidade para gerar recursos.
O espaço próprio é construído sobre dois pilares: capacidade para delegar e falta de culpas maternas. Quando conseguimos instalar esses princípios, cuidamos deles como de um tesouro, porque sabemos que é um manancial onde se equilibram o que dou e o que me dou.
E longe está isso de ser uma posição egoísta: ao nos sentirmos enriquecidas, como consequência natural, enriquecemos a rela;cão com os filhos. Robustecidas, damos-lhes transcendência em vez de imediatismo, surpresa em vez de mesmice, ventilação em vez de contaminação, entusiasmo em vez de tédio.

Um comentário:

Thais Bessa disse...

Posso falar a verdade sobre o super cafe chique??? :)